ELE CONTINUA VELHO, CHATO, FEIO, MAU E SEM-VERGONHA, OU SEJA, UM TÍPICO CONSERVADOR.

Coluna do Comendador Baltazar II

Esta é a continuação do blog que fez, faz e sempre fará parte da relação daquelas pessoas que gostam ou odeiam das coisas que são escritas nele. Particularmente falando, penso que a maioria das pessoas odeiam. É por isso que ele volta no mesmo formato odioso.
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A montanha se revelava ótima para mim. Podia fazer coisas que até então nem sabia que podia fazer, como: gritar para todos os lados, ficar sem banho e peidar alto. Se bem que, a única coisa que não costumo fazer desta lista é gritar para todos os lados, pois o resto, para mim é normal. Continuando; a interação era total entre mim e a natureza. Quando acontecia de eu tropeçar e cair, coisa muito fácil de acontecer por sinal, nada de grave acontecia comigo além das tradicionais escoriações, arranhões e as grandes quantidades de mato encontradas diariamente em meus bolsos, ouvidos, olhos e boca. Enfim, acontecia tudo como planejado, salvo algumas poucas variações. Mas isso eu sempre tiro de letra.

Sabe; estou tomando predileção pela montanha. Aqui posso ser eu mesmo, não preciso mentir para conviver em harmonia com as pessoas. Sim; mentir. É de mentira que as pessoas se nutrem, elas adoram isto para serem feliz. Nunca vi alguém adorar um outro alguém quando este lhes conta as mais puras verdades. Esta história de lealdade não passa de bobagem. Conto da carochinha. Aliás, falando em carochinha; mulheres feias são abominadas pela sociedade, mas no íntimo todos querem ter um pé na feiúra, no abominável, no ridículo. Está no sangue dos seres ditos humanos.

Bom, enquanto acumulo raiva das pessoas ignorantes e burras eu fico aqui, sentindo o vento soprar na minha cara e a sentir o cheiro forte de mato e de bosta dos estúpidos animais que vivem na floresta. Além das incessantes picadas de insetos desmemoriados, feito à maioria dos seres humanos. Oras! Não sou humano, sou eu... Baltazar. Estou acima desta raça. Na verdade nem sei por que me indigno em comentar minha vida, estou de saco cheio de tudo. Quero ficar aqui na montanha para o resto da vida... Desses insetos, claro. Afinal de contas preciso de cerveja, uísque, conhaque, cachaça, vodca, licores e o que mais existir de quando em quando. E aqui, no meio do mato essas coisas não existem.

Preciso de chocolate, doce de leite, algumas frutas, cerveja, uísque... Ah, já falei disto. Então, deixe-me continuar; resolvi ficar uma tarde dessas jogando pedras em alguns urubus que queriam comer as orelhas de uma cotia. Depois joguei pedras na própria cotia. Odeio tudo que seja burro e quadrúpede, ou bípede. Portanto me transformarei num espécime com megapodes (pés poderosos). Quero chutar tudo, todos, com a força que não existe. Que ninguém conhece. Só para ver tudo e todos voarem longe após levarem meus pontas-pé. Mas por que estou dizendo isto? Que sei lá eu? Estou enojado de tudo, quero me isolar do mundo dos pseudovivos. Dos que pensam pensar. Dos que pensam existir. E principalmente daqueles imbecis que usam a indolente teoria de que se alguém pensa logo existe.

Vou gritar até o mundo não mais me agüentar. Arrancarei das entranhas da terra, todas essas estúpidas formigas organizadinhas feitas sei lá o quê. Cansei de ver o sol nascer num horário e se pôr em outro todos os dias. Cansei de ver tudo, cansei de sentir tudo. É tudo sempre igual. Características próprias inexistem neste contexto estranho e sem explicações plausíveis. Estou revoltado... Já rasguei todas as minhas revistas de mulher pelada. Toquei fogo no rabo daquele gato imbecil que rouba minhas cervejas. Ô, bicho escroto, nojento e mal-educado. Parece até com aquelas vizinhas fofoqueiras que a Olga as tem como amigas. Se é que posso chamar aquela relação estranha de amizade.

Na verdade o que eu queria fazer era xingar tudo quanto era coisa que se mexesse neste fim de mundo. Depois ouvir Tom Waits num volume ensurdecedor para eu poder gritar junto, em seguida ler Bukowski e xingar tudo mais ainda do que estava para fazer. Rolar na terra e no mato faria parte de minhas atividades insanas diárias. Arremesso de pedras em árvores, pássaros, borboletas e outros seres estranhos seria um gozo... No entanto, e mesmo que a Olga esteja pensando em fazer o mesmo que eu, não posso por em prática minhas idéias originais. Minha senhora se prontificou em marcar minhas pernas com uma vara de pescar que foi quebrada sem querer por mim enquanto eu a agitava para derrubar um beija-flor. Sabe, odeio flores.

Estou incomunicável, estou insuportável. Quero poder voar para cagar na cabeça de todos lá embaixo. Infelizmente não posso fazer isso por que não sei voar... E enganam-se todos ao pensarem que pássaros são livres por conseguirem voar. Aquilo não é liberdade, e sim condição. Mas, basta disso tudo. Não quero mais me enfastiar com pequenices do cotidiano. Voltarei para a leitura do tal do Zaratustra. Quem sabe não sou eu o super-homem que ele tanto mencionava. Hum, talvez não, mas que importa isto agora também? A mim, nada. Então, se melhor me convier, voltarei na semana que vem com mais um de meus relatos semanais. Até.


Vista nº 1: De longe eu avistava os seres humanos se movimentando aflitos em busca de explicações. Porém, a pequenês da raça não permitia que a encontrasse. Por isso preferi me esconder de todos.


Vista nº 2: Não obstante, os tais humanos, mesmo sem entender do que se tratava aquilo no meio do nada em seus cérebros atrofiados, decidiram tomar posse de qualquer maneira. E eu, cansado de tanto conviver com aquelas pessoas ria sem parar enquanto chutava as flores dos bosques e apedrejava os beija-flores multicoloridos. Por isso preferi me esconder de todos.

Oiram Bourges - 16:34 para cima
Terça-feira, Setembro 19, 2006


Cansado de tudo e de todos resolvi dar um tempo no alto de alguma montanha. Cansei de ter de dividir minha cerveja com o gato de casa. Miserável! Ele bebe mais que eu e não fica tonto... Apenas com diarréia. Bom, azar o dele. Cansei também do meu cunhado metido à besta. Com pose de homem educado e cheio de pompa ele arranja mais confusão que pobre em fila de doações. Fiquei de saco cheio de ir ao café. Só dá velho naquele lugar, e um mais chato que outro. Passam a tarde inteira falando mal dos outros enquanto coçam seus imensos sacos que ficam amarrados nas próprias panturrilhas. De bares não me cansei, apenas não encontrei um bacana aqui perto de casa. E do Odil ainda não consegui encontrar, e meus amigos não sabem direito como faz para chegar aqui no meu novo apartamento. E se eles não sabem chegar aqui, consecutivamente não sei chegar ao centro da cidade. Táxi? Não quero dar dinheiro aqueles tipos bigodudos, carrancudos, abelhudos que transformam seus veículos em uma extensão de seus lares, e que têm um "q" de algum programa do chato do Silvio Santos, ou do chato do Faustão, ou do chato do Gugu, ou da chata e detestável da Hebe Camargo, ou de qualquer porcaria do gênero.

Assim sendo resolvi sumir por algum tempo. Até consegui convencer a Olga de sumir comigo para algum lugar. No caso, o topo de alguma montanha. O diabo que os mosquitos, pernilongos, borrachudos, vespas, abelhas, muriçocas, aranhas, baratas e sei lá mais o que me perseguem todas as vezes que saio da cidade. No entanto isto não me importou, pois comprei um estoque de repelentes. Justamente para evitar que viessem me importunar com seus zumbidos, zunidos, gritos, ruídos, picadas, mordidas, arranhões, beliscões e toda a sorte de infortúnio por parte desses míseros animais. Falando em animal, o único que trouxe junto com a gente foi o cachorro. Mas só trouxe por causa de um trato que fizemos, eu e ele, claro. Que trato foi este? Simples. Prometi-lhe que todas as vezes que ele estivesse perto de mim eu colocaria minhas pernas, relaxadamente esticadas, em suas costas macias. E o que ele ganharia em troca? Oras! Ficar em minha companhia. No meu ponto de vista isto já é bastante coisa.

Bom, e depois de ter subido o morro o que faria eu? Pensava constantemente. Certamente iria coçar meu saco que está amarrado nas minhas panturrilhas também. Iria tacar pedras nos passarinhos nas horas vagas, que, aliás, deveriam ser muitas. Iria cuspir para cima e esperar que um avião passasse bem baixo e carregasse minha saliva com seu vento. E se isso não acontecesse? Azar da saliva. Continuando; ira beber uma cerveja atrás da outra até não agüentar mais. Iria ouvir as lesmas cochicharem umas para as outras que os pêlos das minhas orelhas estão maiores que suas antenas. Iria arrotar o mais alto que pudesse. Iria chutar as bundas das borboletas enquanto elas tivessem comendo e defecando sobre as flores. Ah, iria chutar as flores também. Iria fazer o diabo na montanha. Que montanha escolhi para ficar? Não sei. Subi na primeira que o motor do meu fusca agüentou. Depois mais, assim que minha labirintite permitir, procurarei descobrir qual montanha é esta. Mas também se não descobrir qual é não vou me desesperar por esta falta de informação. Vou ficar aqui até quando encher meu saco de ficar aqui; sem bares, sem amigos, sem vizinhas rebolando com suas bundinhas arrebitadas, sem... Sei lá o que mais. Contudo, estas coisas não me importam neste momento. Vou ficar por aqui mesmo, talvez resolva virar adubo, ou coisa parecida. Ah! Tanto faz.


Uma das minhas atividades lá no alto da montanha era fazer isto: atrair os pássaros até minhas mãos, e depois dar um peteleco em cada um deles. A Olga não gostava de ver, mas também estava de saco cheio de tanto encher meu saco.


Depois que passava meus dias fazendo o que não se deve eu ficava sentado, junto da Olga, a observar o mato, os mosquitos, as borboletas se acabando nas flores espatifadas e pisoteadas por mim, e o cachorro a se coçar e a enterrar seus cocôs explosivos e lamacentos pelo terreno.

Oiram Bourges - 21:06 para cima
Terça-feira, Setembro 12, 2006


Dia desses estava eu lendo o livro "Assim Falou Zaratustra", do Nietzsch, na minha empobrecida e degenerada poltrona enquanto a Olga assistia aquele estúpido programa "De Olho No Insano" que passa em não sei qual canal. Enfim, uma chatice, pois de quando em quando vai um pessoal metido a intelectual para falar besteiras. Desta vez foi um sujeito para falar, mais uma vez, da criação de uma máquina de tele-transporte. Que daria certo, que não daria certo, que o invento seria importante para a humanidade, e depois, logo em seguida, ele se desmentia dizendo que tal invento seria ridículo e coisa e assim por diante.

Nisso, enquanto eu lia meu livro, comecei a escutar barulhos fortes de motor dentro de casa, além da ventania sentida pelo corredor e na sala onde estávamos. Meus olhos, que estavam derrubados sobre as páginas do livro se ergueram, e com um pouco de dificuldade conseguiram enxergar o motivo de tanto alvoroço pela casa. Era a Esquadrilha da Fumaça fazendo evoluções aéreas nos céus de meu bairro. Percebendo que se pudessem tirar proveito das janelas do prédio onde moro daria um efeito interessante à apresentação, e ainda, economizaria uns segundos essenciais para completar o tempo da acrobacia. Portanto não pensaram duas vezes. Enfiaram-se com suas máquinas voadoras para dentro de casa.

Até aí sem problemas, bastava apenas não se levantar dos lugares onde estávamos sentados que tudo estaria tranquilamente bem. Tirando pelo fato de a fumaça lançada pelos pilotos incomodar um pouco nada se alterou dentro de nosso lar. A Olga assistindo ao estúpido programa e eu com meus olhos escorregando pelas linhas do livro, ainda que sem enxergar nada pela fumaceira deixada no local. Agora quem estava realmente incomodado com os aviões entrando e saindo de casa era o cachorro e o gato, que por mais uma vez este fora acometido pela diarréia. Maldita diarréia; preciso dar menos cerveja para o gato. Penso que se continuar assim o bichano não ficará muito bem. Mesmo por que ele anda consumindo mais cerveja que eu ultimamente, e isto não é bom... Para mim. Se continuar desta maneira o gato vai querer, daqui a um tempo, tomar minhas garrafas de uísque também. Ora essa! Isso é que não pode acontecer.

E durante meus importantíssimos devaneios sobre gato, cerveja e uísque os aviões continuavam a se utilizar de meu apartamento para completar suas estúpidas manobras aéreas. Malditos sejam. Aquele monte de aviões passando pelos cômodos de casa estava me incomodando. Muito barulho, muito vento, muita fumaça. Continuava com os olhos se dependurando pelas páginas do livro, mas já não conseguia entender aqueles pensamentos confusos e romanceados do Nietzsch. Aliás, creio que nem ele mesmo conseguia às vezes entender o que escrevia, ou ainda, se fazer entender através de suas escritas alucinadas.

Enfim; depois de quase uma hora com aquela bagunça toda no meu apartamento resolvi dar um fim nesta bagunça toda. Levantei-me pacientemente e enfiei os pés nos chinelos. Dirigi-me então até a janela do quarto por onde entravam essas máquinas voadoras. Posicionei-me lá com cara de mau, com cara de quem está com o intestino ressecado durante uma semana, e fechei a dita janela na cara de um dos aviões. Em seguida corri, e corri muito... Como pude, claro, para a janela da sala para fechá-la. E sem dó nem piedade fechei a outra janela impedindo o tráfego besta de aeronaves no meu lar. Percebendo que a folia aérea havia terminado naquele lado da cidade os pilotos rumaram para outro lugar. Ainda bem, pois eu já começava pensar em lançar sobre os aviões aquela minha deplorável poltrona.

Bom, para terminar com isto de uma vez por todas, resolvi dar uma volta na quadra. Respirar um pouco de ar puro, ou quase puro serviria para ajudar meus pulmões a expelir aquela maldita fumaça que fedia à gelo seco, à chulé, talvez por causa de meus chinelos suados que ficavam bem no trajeto dos aviões, à merda, proveniente do gato que estava com diarréia, e à urina, tanto minha quanto do gato, além, é claro, da minha velha poltrona velha. Quanto ao programa que a Olga assistia, para variar não deu em nada. Os convidados que lá vão nunca conseguem concluir nada.


Este era um dos pilotos que estava voando dentro da minha casa com seu estúpido avião.


Aqui as moças... as soldados, ou as soldadas, sei lá, fizeram um desfile gracioso diante das câmeras e do Presidente of Republic du Brésil.

Oiram Bourges - 18:42 para cima
Terça-feira, Setembro 05, 2006


Dia desses fui a um bar, por convite de um vizinho abobalhado que mora no mesmo prédio que o meu. Como não tinha nada para fazer resolvi topar o convite, mas para não ter problemas com sorrisos forçados, pois odeio sorrir forçadamente, ainda mais para vizinhos, ou ter conversas cansativas e desnecessárias sobre qualquer assunto, chamei meu cunhado para nos acompanhar. Desta maneira ele serviria de barreira natural entre eu e o tal vizinho. Não estou bem acostumado ao novo bairro em que estou morando, então dependíamos do sujeito para nos guiar pelas ruas, ruelas, avenidas e as possíveis picadas existentes na região. O Odil talvez nos esperasse em seu novo e imenso bar naquele dia. Pelo menos é o que penso, mas preciso saber como me virar sem ajuda de ninguém por aqui antes de me aventurar novamente pela cidade.

E lá estávamos nós, acompanhando um tipo que mal sabia quem era pelas calçadas tortuosas, onde eu tropeçava aqui e acolá em movimentos constantes e ritmados. Parecia até algum passo de dança. Já meu cunhado, cheio de pompa com sua, agora, inseparável bengala, não apresentava problemas para caminhar sobre aquela quase pista de motocross. Realmente ele tem muito estilo, ainda que seja, de quando em quando, muito chato. Bom, continuando; a nossa sorte que ele, o sujeito, parecia ser camarada. Até confiável, desde que não fosse exigir muito desta confiança.

Então, depois de caminhar um bom tanto chegamos num bar onde, a princípio, nada tinha de especial. Sentamo-nos em uma mesa perto de um pequeno palco e pedimos uma cerveja cada um. Sem demora a conversa tímida fluiu como se fosse entre mortos em seus túmulos; a mudez nos assolava impiedosamente naquele momento. Assim sendo eu aproveitei para sonhar, pois já me encontrava dormindo mesmo, e há muito tempo. Estava cansado de tanto caminhar e tropeçar. Contudo, depois de um tempo acordei e vi um monte de gente espalhada pelo boteco. Todas conversando e esperando a música começar.

Uns minutos mais e meu cunhado viu um dos músicos subir ao palco trajando o kilt (tradicional saiote usado por escoceses e irlandeses) acompanhado de um violino e mais um outro instrumento que parecia ser uma flauta. Mais tarde descobri que o nome do instrumento era tin whistle. E assim que o viu começou a saracotear na cadeira. Meu parente estava eufórico, queria xingar o sujeito, não sei por quê. Nem o conhecia. Enfim; a música começou a ser tocada pelos vários integrantes do conjunto. Violão, tin whistle, violino, acordeão, contrabaixo, bateria e um tal de didgeridoo (instrumento usado pelos aborígines do continente australiano - informação esta cedida pelo próprio músico que o tocava na apresentação) tocados com alegria e muita bagunça.

Mesmo vendo meu cunhado surtar pelo fato de tocarem músicas irlandesas em vez de inglesas eu resolvi fazer minha própria festa. Peguei minha garrafa de cerveja quente e fui pular, ou pelo menos penso que fui pular, diante do palco. A partir deste momento não vi mais nada nem ninguém. Logo mais acordei num quartinho onde ventava uma barbaridade. Era de manhã. Estava frio. Era dia seguinte. De repente vi o porteiro do meu prédio a me observar do lado de fora do tal quartinho. Como já disse, estava frio, então ele queria esquentar sua marmita num pequeno fogareiro que tinha no pequeno cômodo.

Neste momento fiz o que tinha de fazer; espreguicei-me e procurei me ajeitar, mas como já havia acordado resolvi me levantar e rumar para meu apartamento. Afinal de contas meu lar era melhor do que onde eu estava. Pelo menos tinha uma cama decente. Quanto à bronca que levei da Olga? Oras, nem ligo mais para isto. Além do quê, dentro do conceito dela já faço parte da "prata da casa". Virei peça de decoração... Um bibelô. E no meu entender um bibelô precisa ser cuidado, muito bem cuidado. Pena que o entendimento da Olga em relação a cuidados com bibelôs seja diferente do meu. E esta divergência me deixou marcas de havianas nas pernas... Mas nem ligo... O que aconteceu com meu cunhado e o tal do vizinho? Que sei lá eu? Meu cunhado depois que levou um sopapo se aquietou no canto. Quanto ao meu vizinho, não faço a menor idéia.


Aqui era o conjunto todo reunido para uma inspirada fotografia diante do público no bar.

Oiram Bourges - 22:52 para cima

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